Senhores de Escravos, Senhores da Razão

Dissertação de mestrado de José Ernesto Moura Knust

Resumo: Esta pesquisa analisa a racionalidade das prescrições sobre os trabalhadores escravos no De Agri Cultura de Catão e no De Re Rustica de Varrão. A hipótese inicial de trabalho é que Catão e Varrão ilustram um processo de racionalização das atividades produtivas e do controle social da mão-de-obra nos campos italianos dentro de um quadro ideológico tipicamente escravista e patriarcal, fazendo frente às transformações e contradições fundamentais do sistema econômico-social que se desenvolvia na Itália tardo-republicana. Contudo, identificamos que o conceito neoclássico de racionalidade, amplamente utilizado como premissa dos estudos sobre a economia antiga, se baseia em premissas equivocadas e não serve como bom referencial de análise. A partir disso, propomos uma nova abordagem ao problema, a partir do conceito de Racionalidade Ideológica. Este conceito nos leva a ressaltar a importância da análise das relações sociais que marcam a Villa, forma de apropriação do solo e de exploração do trabalho que estes autores tinham em mente ao compor seus tratados, para o estudo da Racionalidade. Para tal, em um primeiro momento, analisamos como os tipos de atividades produtivas realizadas nas Villae e as formas de circulação de seus produtos estão ligadas ao problema da extração de excedentes dos produtores diretos. Já em um segundo momento, identificamos as formas de relações sociais de produção e a centralidade da escravidão para a forma de inserção social das Villae nas comunidades rurais. Tendo por referências essas problemas das relações sociais que marcam a Villa, analisamos as prescrições de Catão e Varrão sobre a mão-de-obra escrava, identificando a Racionalidade Ideológica que fundamenta suas preocupações básicas.

Palavras-Chave: Roma Antiga, Economia Antiga, Escravidão Antiga, Racionalidade, Ideologia, Catão, Varrão.

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Ideologia Aristocrática ou a Construção do Herói

Texto apresentado por Renato Rodrigues Silva na mesa Economia e Ideologia na Antiguidade e no Medievo, no dia 21 de maio de 2010, na I Jornada do Niep-PréK: Desvendando a Anatomia do Macaco – Pré-capitalismo em Perspectiva.

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Economia e Fetiche da Religião no Alvorecer da Civilização Medieval

Texto apresentado por Mário Jorge da Motta Bastos na mesa Economia e Ideologia na Antiguidade e no Medievo, no dia 21 de maio de 2010, na I Jornada do Niep-PréK: Desvendando a Anatomia do Macaco – Pré-capitalismo em Perspectiva.

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Circulação e Dominação no Império Egípcio da XVIIIª dinastia

Texto apresentado por Fábio Afonso Frizzo de Moraes Lima na mesa Produção e Circulação na Antiguidade e no Medievo, no dia 20 de maio de 2010, na I Jornada do Niep-PréK: Desvendando a Anatomia do Macaco – Pré-capitalismo em Perspectiva

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Racionalidade econômica dos grandes proprietários de terras romanos: crítica à leitura weberiana de Finley

Texto apresentado por José Ernesto Moura Knust na mesa Produção e Circulação na Antiguidade e no Medievo, no dia 20 de maio de 2010, na I Jornada do Niep-PréK: Desvendando a Anatomia do Macaco – Pré-capitalismo em Perspectiva.

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Relações Pessoais de Dependência e Subordinação: A dominação no Alto-medievo Ibérico

Texto apresentado por Paulo Henrique Pachá na mesa Produção e Circulação na Antiguidade e no Medievo, no dia 20 de maio de 2010, na I Jornada do Niep-PréK: Desvendando a Anatomia do Macaco – Pré-capitalismo em Perspectiva.

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Marx e Engels: História e Economia Política

Texto apresentado pelo professor Ciro Flamarion Santana Cardoso na conferência de abertura da I Jornada de Estudos do Niep-PréK: Desvendando a anatomia do macaco: Pré-Capitalismo em Perspectiva.

O texto discute a teoria da história presente na obra dos fundadores do marxismo e sua importância para o estudo da Economia Antiga, em especial.

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Racionalidade, Costume e Ideologia

Artigo de José Ernesto Moura Knust publicado no número 01 da revista Tessituras, da Associação de Docentes da Faculdade Santa Dorotéia, em maio de 2010.

O texto discute abordagens sobre o problema dos determinantes do comportamento humano, refletindo sobre as possibilidades e limites de conceitos ancorados no individualismo metodológico e como superá-los a partir do materialismo histórico.

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O Advento dos Perioikoi: um indicativo de classe.

Texto apresentado por João Gabriel da Rocha na mesa coordenada “A Anatomia do Macaco: Marxismo e Pré-Capitalismo”, no dia 04 de novembro de 2009. Esta mesa foi parte do VI Colóquio Marx Engels do Cemarx-Unicamp.

O texto trata do processo de diferenciação social da Esparta arcaica que levou ao desenvolvimento dos Perioikoi, a partir, especialmente, dos achados arqueológicos do sítio do Templo de Arthemis Orthia.

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Estamentos, classes ou breves notas sobre o que dizer sobre o início da Idade Média.

Texto apresentado por Renato Rodrigues da Silva na mesa coordenada “A Anatomia do Macaco: Marxismo e Pré-Capitalismo”, no dia 04 de novembro de 2009. Esta mesa foi parte do VI Colóquio Marx Engels do Cemarx-Unicamp.

O texto debate a utilização do conceito weberiano de Estamento e do conceito marxista de Classe para a análise do início da Idade Média, especialmente dos povos anglo-saxãos.

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